Primeiramente, é importante dizer que esse post não é fruto de achismos ou especulações. Esse texto é fruto de nossas pesquisas diárias em Neurociência, as quais estamos aplicando aos Estudos, sobretudo a pesquisa de Barbara Oakley, escritora do livro “A Mind for Numbers” (Uma mente para Números) e autora do curso “Learning how to Learn” (Aprendendo a Aprender), com mais de 1 milhão de estudantes em todo o mundo. Barbara é Doutora e Professora de Sistemas de Engenharia na Oakland University, nos Estados Unidos.

O aprendizado ocorre sob dois sistemas que já trabalhamos aqui: modo focado (quando damos atenção, de modo consciente, a algo) e o modo difuso (quando relaxamos e vem aqueles insights, ideias, respostas).

Existem muitos métodos de estudos e alguns deles criam a falsa sensação de que estamos aprendendo, são as chamadas ilusões de competência – frutos do senso comum. Vamos tratar de alguns métodos que criam essa ideia falsa de aprendizagem e cuidados que você deve ter. Do contrário, estará dentro de um ciclo onde a aprovação será cada vez mais distante.

O que é aprender de forma efetiva?

Para medir se você, de fato, aprendeu algo, você deve ser capaz de fazer o que chamamos de “recall” – que é resgatar uma informação que você acaba de aprender. Por exemplo:

  1. Vá ao segundo parágrafo desse texto e leia ele novamente;
  2. Feche a página e tente relembrar a ideia central do parágrafo;
  3. Aplique a ideia principal em situações reais, da sua vida.

Se você consegue fazer os 3 passos acima, você aprendeu de forma efetiva, usando o “recall”, que é a base para fortalecer as sinapses, conexões entre os neurônios.

Métodos que criam as ilusões de aprendizagem

  1. Reler material

Cria a ilusão de aprendizagem, pois relendo aquilo com que você já teve contato, você vai tendo uma espécie de déjà vu (eu já vi isso). Mas, isso se trata de um método passivo, não é aprender, de forma efetiva, conforme estabelecido acima.

Obs.: Reler o material só é efetivo, se feito de maneira repetida periodicamente, combatendo a curva do esquecimento. Se ainda não sabe o que é, veja aqui na parte do Controle de Revisões: Guia da Tranquilidade nos Estudos 

  1. Grifar material

Muito cuidado, pois apenas palavras chave devem ser grifadas e sistematizando com cores diferentes. Por exemplo, tem pessoas que usam uma cor para jurisprudência, outra para pontos importantes da lei, outra para exceções. O que você está fazendo assim é o que chamamos de “chunking” – agrupando informações, a fim de dá-las um sentido.

  1. Estudar por questões comentadas

Talvez seja este o ponto mais polêmico, afinal não faltam livros de questões resolvidas no mercado. De todos os métodos, esse é o que também mais cria esta ilusão. Ao ter contato com as soluções, antes de responder a pergunta, o candidato tem a falsa sensação de que chegaria àquela resposta, pois ela já está lá. É mais uma forma passiva de aprendizagem.

Para fazer esse método “jogar a seu favor”, não olhe as respostas antes. Analise alternativa a alternativa. Faça o recall de cada alternativa e se você, de fato, sabe o conteúdo, a resposta virá. Somente depois disso, veja as respostas.

Em suas pesquisas, Barbara Oakley mostra que ao dar aulas de Ciência, ao mostrar primeiro o que o cientista descobriu com um determinado experimento, faz com que o estudante se depare com o Efeito Einstellung, na maioria das vezes (veja aqui: http://www.personaltimeorganizer.com.br/entenda-aqui-porque-e-mais-facil-errar-as-questoes-do-mesmo-conteudo/ )

  1. Digitar ao invés de escrever à mão

Digitar lhe dá rapidez. Contudo, o aprendizado nada tem a ver com rapidez, tem a ver com sedimentação do conhecimento, que demanda paciência, tempo, reflexão. Por isso, ao escrever, você é capaz de refletir sobre o que está ali, sobre a ideia que está sendo reproduzida. Digitar é muito mais juntar letras em menos tempo do que se debruçar sobre uma ideia.

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