CRISE E INSTABILIDADE NA PETROBRAS

A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) funciona como um cartel que reúne alguns países para discutir e coordenar o nível da oferta de petróleo que será ofertado aos mercados. Atualmente, a guerra de preços do petróleo, desencadeada pelo embate entre Arábia Saudita e Rússia, junto à Pandemia do Covid-19, levou os preços do petróleo aos maiores tombos desde a Guerra do Golfo, em janeiro de 1991. 

(Fonte: CBIE) 


No Brasil, a Petrobras perdeu 91,1 bilhões de reais em valor de mercado - foi a maior queda desde 1986, segundo dados da Economatica. As ações da petroleira recuaram quase 30%, cotadas a 16,05 reais. A forte queda na cotação do petróleo, ocorreu após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção, para ganhar participação no mercado e que cortará seus preços oficiais de venda, como resposta à recusa da Rússia de conter a produção, por causa da queda da demanda provocada pelo corona vírus.

Como consequência de todas essas movimentações, o Brasil será afetado de diversas formas, o que refletirá no preço da gasolina, na produção de etanol e no lucro da Petrobras. É importante sinalizar que diante dessa instabilidade financeira, tanto a Petrobras como a sociedade poderão sofrer as consequências da crise, visto que o aumento nos preços dos combustíveis é inevitável. 


AMÉRICA LATINA E O PALCO CENTRAL DAS DESIGUALDADES

A América Latina é marcada pela exploração dos colonizadores, o que semeou as desigualdades, bem como a distribuição desigual de terras nas economias agrárias, contribuindo para "a criação de algumas famílias muito ricas e muitas famílias muito pobres". As questões envolvendo raça, cor, etnia e religião foi um grande e irrefutável fator de responsabilidade das desigualdades sociais. Atualmente, nota-se, que, na América Latina, a incidência de pobreza é ainda maior nas áreas rurais, e entre indígenas e negros. 

Existem outros fatores por trás do abismo social na América Latina, a qual carrega a reputação de região "mais desigual". Um deles é o fato de a região ser uma das mais urbanizadas do mundo, devido às rápidas migrações da população rural para as cidades – o que acarretou toda essa desigualdade. Além disso, o Estado não foi eficiente em prover serviços públicos, como educação ou saúde.

Protestos no Chile: para especialistas, agenda de governo de Piñera foi por água abaixo com protestos (Henry Romero/Reuters)

Já foi provado que as classes médias latino-americanas pagam mais impostos do que recebem em forma de serviços sociais, como educação ou saúde. Em contrapartida, elas recorrem a provedores privados, o que tende a aumentar a desigualdade, segundo relatórios do PNUD sobre desenvolvimento humano. A disparidade de renda em países como Brasil, México, Colômbia e Chile, ofuscou os recentes avanços no índice de desenvolvimento humano da ONU, que inclui variáveis como expectativa de vida ou qualidade da educação. A desigualdade estrutural que afeta esses países gera indignação nas populações, fazendo com que elas se rebelem contra o governo e tome atitudes de protesto e revolta.